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#Resenha: As Fontes do Paraíso

"A probabilidade de isso acontecer era a mesma do impacto de um grande meteorito sobre Londres ou Tóquio - que apresentavam mais ou menos a mesma área de alvo. Os habitantes dessas cidades não perdiam o sono por causa dessa probabilidade. Nem Vannevar Morgan."

A história escrita por Arthur C. Clarke se passa no século XXII e narra a busca do ambicioso engenheiro Vannevar Morgan em construir uma ponte (na verdade, um elevador) capaz de ligar a terra ao espaço. Porém a construção precisa ser em um ponto específico, o topo de uma montanha em Tapobrana, onde localiza-se um antigo templo Budista.

O conhecido engenheiro também é o responsável por unir Europa e África através da contrução da Ponte Gibraltar, e por isso sente-se capaz de construir a ligação entre a Terra e os Céus. Milhares de anos antes, o Rei Kalidasa também quis utilizar a montanha, para a construção de um palácio, porém a ideia não foi bem aceita pelos monges, que moravam no local desde aquela época. Em paralelo a isso, surge na Terra uma nave alienígena, que apesar do pouco tempo de permanecimento no planeta, muda vários conceitos e ideias tidas como "verdadeiras" pelo homem.


A narração em terceira pessoa é bem fluida e de fácil compreensão, porém em alguns momentos causa certo cansaço pela falta de ação, mas nada que atrapalhe a experiência de leitura. Para entendimento total do livro, é preciso uma leitura bem atenta aos detalhes, já que o autor gosta de deixar muitas coisas nas entrelinhas.

"Mas o elevador espacial era um salto tão grande no desconhecido que algumas surpresas desagradáveis eram praticamente uma certeza".

"As Fontes do Paraíso" não é apenas mais um livro de Ficção Científica, pois não foca somente na construção do Elevador Espacial. Arthur C. Clarke explora também as relações humanas e como a ambição pode passar por cima de tradicionalismos e da religião.

A editora responsável por trazer esse clássico da ficção científica ao Brasil, é a Aleph que também lançou outros livros muitos famosos do autor, "Encontro com Rama" e "2001: Uma Odisseia no Espaço", o último imortalizado por Kubrick nos cinemas.

Uma curiosidade, é que a teoria do elevador espacial realmente existe e foi publicada pelo cientista russo Konstantin Tsiolkovsky, em 1895. Ele propusera um sistem onde um cabo ficaria ancorado na Terra e na outra extremidade um contra-peso em órbita geostacionária. Assim, seria capaz a elevação de cargas ou espaçonaves sem a necessidade de foguetes, tornando-se muito mais econômico.


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Álisson Boeira

Fundador da Revistak7. Gaúcho, que vive no Mundo da Lua, e que não gosta de churrasco e nem chimarrão.

|@alissonfboeira

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