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#Resenha: Misery

"Durante o dia ele se distraía com aquela tolice agradável. À noite ele ficava sentado quieto, escutando os guinchados do porco e pensando em como ele mataria a Mulher-Dragão".

Após terminar de escrever seu mais novo romance, o escritor Paul Sheldon, conhecido por dar vida a uma série de livros, cuja protagonista é Misery Chastain, resolve sair para comemorar, mesmo sabendo que uma forte nevasca ameaça sua segurança. O escritor acaba sofrendo um grave acidente e é resgatado por Annie Wilkes, uma enfermeira aposentada que resolve "cuidar" de Paul, seu autor favorito. Annie consegue ler o manuscrito do seu mais novo livro e se decepciona com o desfecho de sua heroína predileta, Misery. Agora, o escritor é obrigado a escrever um novo romance para ela, uma história perfeita, que agrade a sua fã número 1 ou sofrerá com suas torturas.

O livro escrito pelo incrível Stephen King traz uma história muito envolvente, com fortes momentos de tensão, característicos de sua linguagem, sempre coloquial e direta ao ponto. A narrativa é bem fluida, porém em alguns momentos ela fica um pouco mais lenta e arrastada, mas nada que atrapalhe a experiência de leitura, já que King mantém o leitor preso na história desde as primeiras páginas.

"Mas antes nada estragava isso. Sua imaginação podia ser estragada, ele sabia, mas, apesar da supostamente frágil natureza do ato criativo, aquela era a faceta mais resistente e estável da sua vida".

A construção dos personagens e a descrição dos ambientes e cenas são um dos pontos mais altos do livro, já que Stephen consegue nos transmitir todas sensações e "imagens" com uma extrema riqueza de detalhes, que somente ele sabe fazer, valendo o título de Rei do Terror conquistado graças ao grande sucesso de suas obras.


Misery é indicado para todos que amam histórias de terror/horror/suspense e para os que ainda não conhecem o trabalho de King ou ainda não se aventuram por esse universo maravilhoso, já que nesse livro somos apresentados a uma das maiores características do escritor, causar a empatia nos leitores. Aqui no Brasil, o livro foi publicado pela Suma de Letras em uma edição comum, porém muito bem diagramada e revisada.

Em 1992, o diretor Rob Reiner levou todo o terror de Misery para as telonas. A adaptação ganhou o nome no Brasil de "Louca Obsessão" e conta com James Caan no papel de Paul, e Kathy Bates na pele de Annie. A interpretação da atriz foi tão bem aceita pela crítica, que o papel lhe rendeu um Oscar de melhor atriz, concorrendo com grandes nomes, como Julia Roberts e Meryl Streep.


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Álisson Boeira

Fundador da Revistak7. Gaúcho, que vive no Mundo da Lua, e que não gosta de churrasco e nem chimarrão.

|@alissonfboeira

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