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Rockfeller



Beto Rockfeller, protagonista do livro “Rockefeller”, de Alexandre Apolca, bem que poderia ser um personagem de alguma canção do “Legião Urbana”, assim como o Johnny, da música “Dezesseis”. Afinal, é um sujeito fora de série, cheio de atitude e entusiasmo pela vida.

Na história, Beto sonha em fazer sucesso com sua banda de rock, a “Escória Humana”, cujos integrantes são ele, Yakult, Gringo e Santiago dos Santos. Então, sua biografia é regada a drogas, bebidas, aventuras e muita música dos anos 90, tendo como plano de fundo inicial o estado de São Paulo.

Quando decidem sair de Sampa, por causa de um infortuno, o grupo parte para a cidade mineira de São Tomé das Letras, a Machu Pichu brasileira, onde se principia uma trama complexa e misteriosa envolvendo o jovem Beto, que passa a ser atormentado por fantasmas pessoais e vitimado por psicoses, que ele mesmo desconhecia ter.

A narrativa, em primeira pessoa, é extremamente dinâmica e a história, bem original. O prefácio é escrito pelo próprio personagem, assim como o posfácio, altamente surpreendente.
Ele voou até a janela e ficou me observando. Seus olhos oscilavam entre o vermelho e o preto, cores infernais. Sua plumagem era de um negro diabólico, sobrenatural. Subitamente ele grasnou, me assustando. (...)
- Chega de mistério! Quem é você? – perguntei irritado, mas ele não me respondeu, apenas grasnou suavemente como um assobio, como se quisesse rir do meu desespero, e nada mais, nada mais.

Mas, cuidado. Não acredite em nada, desconfie de tudo. Como o próprio autor afirma em sua sinopse, “nem tudo que se vê pode ser real...”


O livro encontra-se disponível em sua fanpage.

Andreia Marques

Escritora, poetisa, ilustradora e estudante de Filosofia. Carioca, aficionada por livros, filmes e séries.

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