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A sensibilidade criativa de Carpe

Lázaro Soares de Lima Júnior, ou apenas "Carpe", é um ilustrador e designer autodidata, natural de Recife. Embora não tenha concluído o curso de Design, foi experimentando cursos voltados para essa área que o fizeram perceber seu amor por esse mundo da criação visual, e a partir daí nunca mais parou.

Com apenas 19 anos, sendo três de experiência como designer, o cara mostra toda sua criatividade e talento criando identidades visuais para marcas, além de ilustrações incríveis, inspiradas fortemente em mitologia e na cultura contemporânea. Brincando com cores e formas geométricas, Carpe consegue mostrar muita sensibilidade em cada um de seus trabalhos, sempre experimentando novas maneiras de expressar-se, ele consegue mesclar de maneira orgânica conceitos e referências bem distintas, transformando seu estilo em algo bem singular.

Conversamos com Lázaro sobre processo de criação, inspirações, trabalhos marcantes, entre outras coisas. Confira abaixo o nosso papo:

Como você se define? E como define seu estilo no design e ilustração?
Eu não sigo um estilo definido. Gosto de misturar as cores e formas geométricas e curto colagem digital, fiquei conhecido como “o menino dos triângulos” por isso.
Quais os motivos que te levaram a querer cursar Design?
Bem, eu entrei na faculdade pra ter mais acesso ao mercado de trabalho e conseguir entrar na área que gosto, tive ótimas experiências e passei por algumas agências, mas percebi que faculdade não  era algo essencial pra eu me realizar como um Designer. Mas busco sempre me atualizar, fazer coisas novas, tentar métodos novos etc.

"Gosto de enxergar mais a fundo e transmitir algo que seja além do óbvio".





De onde costumam vir suas inspirações e como exercita sua criatividade?
Essa pergunta é extremamente complicada, porque a inspiração surge do nada, de coisas cotidianas, difícil mensurar. As vezes surgem quando estou escutando música, quando estou olhando pela janela do ônibus ou quando cozinho, essas coisas me deixam relaxado, daí as ideias vão surgindo. Buscar referências também me inspira. 
 Cite alguns clientes e projetos.
Entre os meus primeiros trabalhos, gosto de destacar a capa do disco de um grupo musical de rap  pernambucano chamado Chave Mestra, pro álbum Novo Egito. O líder da banda, Diomedes, acabou virando meu amigo e me abriu portas dentro do cenário musical de rap daqui, e a partir daí desenvolvi diversas capas de discos para outros artistas, como Lucas Sang, Neorose etc. Criei pôsteres para a exposição “Entre Homens e Deuses”, do grupo Emanuel Paiva, para o Festival  Cosmosônico, onde realizei minha primeira exposição de quadros, além dos cartazes de Star Wars, produzido pelo Estúdio Cordéis, que tem sede SP, entre outros.  

E entre esses projetos, qual mais se orgulha de ter criado?
Me orgulho de todos. Cada um carrega um pedaço de mim e todos passam algo de algum momento que eu estava vivendo. Mas os primeiros trabalhos tem um peso maior pra mim, porque eles me abriram algumas portas.
 Nos conte sobre seus gostos: tipos de música, filmes e livros.
O que eu mais gosto, sem dúvidas é Rap, inclusive tenho amigos envolvidos com música que me dão a possibilidade de sempre ouvir coisas novas, eles me mostram o que está em alta e o que andam  produzindo. Quanto aos filmes, ando vendo muitas obras independentes ultimamente, minha  namorada curte esse estilo e eu a acompanho. Mas também gosto dos clássicos, filmes americanos de gangsters... Scarface, Poderoso Chefão, Goodfelas, entre outros. Eu gosto de ler artigos de ficção  científica, artigos filosóficos, principalmente Leandro Karnal e leio bastante sobre design.
 
"O que eu mais gosto de fazer são capas de disco, porque assim consigo acompanhar o impacto do  meu trabalho nos artistas que me contratam e na recepção dos fãs também".

E seus mestres, quem são?
Rostand, além de meu amigo, é uma pessoa que me inspira muito, pois foi ele que me incentivou a  começar, e os grandes mestres Salvador Dalí, Van Gogh, que uso como referência pra compor meus  trabalhos. Também gosto bastante do trabalho de Pedro Muniz, que é um artista local.
 
Você nos contou que vende suas ilustrações em quadros. Quais são os tamanhos? Como comprar? Fale mais sobre eles.
Eu vendo alguns quadros pelos meus perfis no Instagram (@carpelazz, @carpedesign) e Facebook, e faço sob encomenda também, os tamanhos variam entre A4 e A3, os valores dependem da arte. Nas minhas redes sociais eu disponibilizo o contato pra quem desejar solicitar um orçamento, la é possível ver o trabalhos já feitos por mim também.
Para finalizar, quais são os seus planos para o futuro?
Atualmente, o principal projeto que tenho em mente é abrir um estúdio com meu amigo e sócio  Rostand Costa, que é um dos melhores designers que conheço. Também migrar um pouco pro  Motion Design, pensando em dar mais “vida” aos meus trabalhos.

Animado por Rostand Costa


Álisson Boeira

Fundador da Revistak7. Gaúcho que não gosta de churrasco e nem chimarrão. Apaixonado por todos os tipos de arte, principalmente as que causam arrepios na alma.

|@alissonfboeira

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