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Loucure-se: Companhia de teatro Ueinzz


Há quem diga que a arte não liberta, em tempos em que o cinza grita em esquinas de muitos corações, há ainda sentimentos e vivências que podem sim desencadear o sentimento de alegria nos momentos certos.

Por volta dos anos 1940, a psiquiatria brasileira foi devastada por uma grande mulher e médica que ali plantou a semente da alforria, ela revolucionou a psiquiatria brasileira, pois acreditava e enxergava em suas vivências que a arte melhorava o condicionamento mental de todos os seus pacientes, fosse em desenho, canto, performance. Obviamente que a ideia logo de início "arte terapia" não foi bem aceita por muitos na sociedade, ainda mais tendo sido pensada por uma mulher, imagina só ter que conviver com as mazelas da sociedade machista daqueles tempos? Em tempos em que a lobotomia era aprovada e a arte como sempre foi abominada se não estivesse a venda dentro de galerias do ouro.

Muito tempo depois surgiu em São Paulo sob a luz da coordenadoria do filósofo Peter Pál Pelbart a companhia de teatro Ueinzz, uma companhia nata de genialidade e peculiaridades por sua semente ser totalmente esquizo, uma companhia de teatro renomada e poética voltada para pessoas que tem problemas mentais. Além de uma explosão de sensações este espetáculo também é uma grande aula de filosofia sobre transmutações do ser, loucura e a desrazão. E por fim, acima de tudo, mostrar ao mundo e ao público que assiste, o encontro visceral do que se é sem estar preso dentro de padrões de como algo deve acontecer, assim como são as coisas da vida.

Taia Daujotas

Aconteço, não sei caber nas palavras, mania de poexistir.

|@serendipidadeee

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