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Modo Aleatório | Acesso de memória Randômica


Entre voos, conexões, escalas, traslados, atrasos de voos e todas as demais ocasiões rotineiras de quem vive entre aeroportos do Brasil, algumas boas histórias podem surgir, e foi o que aconteceu comigo.

Comumente nos deparamos com celebridades, sub celebridades, jornalistas, times de futebol, e alguns poucos artistas que usam nossa malha aérea comercial para viajarem por esse país de dimensões continentais, a maioria deles (mainstream) optam por fretar seus voos.

Numa dessas ocasiões, entre uma viagem e outra, um voo e outro, estava eu trafegando pelo ônibus de uma companhia entre o terminal e a aeronave, no aeroporto de Confins-BH, sentado com minha mala no colo e o fiel e inseparável fone de ouvido ligado no volume médio, suficiente pra ouvir a música que estava rolando e as informações de embarque necessárias. Também foi suficiente para ouvir uma conversa paralela sobre música que estava acontecendo na minha frente.

Dois caras que pareciam conhecer muito de música. Muito no nível de estarem falando de técnicas musicais, timbres de sintetizadores e afinação ideal de baixo para levado Soul. Me interessei pela conversa e tirei os fones de ouvido, nesse instante eu ouvi um diálogo muito parecido com essa transcrição abaixo. (o caso ocorreu no começo de 2013, então não prometo fidelidade (risos)).

“Cara, temos que parar o que estamos fazendo, começar do zero. Você ouviu esse novo álbum do Daft Punk? É esse o caminho, é esse o beat, é disso que to falando ... vamos voltar pro estúdio nessa pegada!”

Ué, quem são esses caras? Putz, são os caras do Jota Quest ... eita! Peço autografo, tiro foto, ou continuo ouvindo a conversa que está boa? Continuei ouvindo (pensei e fiz). O tom da conversa seguiu assim, Daft Punk, novidade, geram tendências, som de verdade, nossas origens ...

Alguns meses depois o Jota Quest lançou o álbum novo, com a participação de ninguém menos que Nile Rodgers, sim ele, a lenda da Disco Music dos anos 70, 80 e 90 (Chic, Madonna, David Bowie Daft Punk, entre outros). E desse ponto em diante é tudo história!


Fui testemunha de uma situação interessante! Presenciei o poder da influência musical sobre uma banda, e o melhor, de uma banda boa sobre uma banda boa!

Embora minhas memórias sejam totalmente seletivas, todas as vezes que eu escuto o último álbum da Dupla Luso-francesa Daft Punk  Random Access Memories eu me lembro do poder de ser original e autentico. Do fato de produzir algo que gere um legado.

É muito interessante saber que influenciadores continuam influenciando, mesmo querendo apenas ser apenas autênticos, mesmo que os resultado sejam acessos randômicos a memorias vividas em um terminal de aeroporto no Brasil.

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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