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Modo Aleatório | Cadê o engajamento no Rock Nacional?

Em épocas de haters, qualquer opinião é munição pra mimimi. Talvez essa poderia ser a principal desculpa para a quase total apatia dos nossos roqueiros/artistas em se posicionarem com suas ideias de maneira convincente, de maneira influenciadora, de um jeito que consigam alcançar a massa. Mas não... essa apatia está prestes a completar duas décadas.

Eu não estou falando especificamente de política não, engajamento nas suas ideias no geral mesmo, opiniões sociais, criticas sociais, posicionamento religioso ou de fé, opiniões comerciais e mercadológicas da cena atual, ter um propósito na defesa da arte, na propagação da ideia. Só consigo lembrar de uma banda que ainda faz isso, que por sinal há 20 anos vem trazendo à tona todos esses temas: O Rappa.

Escute qualquer CD deles de qualquer época, sempre os temas como, fé, religião, favela, racismo, abandono social, descaso de autoridades, estarão presentes. Isso não significa que a banda não evoluiu, muito pelo contrário, suas ideias ganharam coro e ecoam junto a sua horda de seguidores que entendem e acreditam no recado.


“Paz sem voz, não é paz é medo;
Também morre quem atira;
Não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo;
Os cães farejam o medo, logo não vão me encontrar;
Faltou Luz mas era dia.”

São frases que compõem mais de vinte anos de estrada e de situações do nosso Brasil que não mudou em nada, nada! Dentro da sua musicalidade envolvente e com tiros certos nos singles, a banda transita facilmente no Mainstream sem precisar carregar a alcunha de vendidos. Falam do que querem, sobre os temas que querem porque conhecem seu público. Falam de uma fé que serve de alívio, fala da revolta que serve de combustível, falam do retrato da periferia que serve de tabloide. Mas falam, e continuam falando. As vezes mais leve, as vezes mais pesado, mas sempre na pauta.

Esse é o teor de uma trupe que emplacam hit até em propaganda de carro, “Vem Pra rua ...” cantada aos berros por mim e por milhões de estudantes que em 2013 foram as ruas iniciar um novo movimento, uma nova fase nos protestos em geral. Sorte do acaso ou feeling de quem sempre esteve envolvido com o a massa? (lembrando, que o mote dessa campanha era a copa de 2014).


Essa postura é típica de quem se garante, quem tem colhões pra se bancar e defender o que pensa numa época, de haters, bolsomitos, petralhas e tucanos empolvorados. Em tempo de Lei Rouanet e de Lava Jato, em época de Social mídia e TV fechada.

Independente se você gosta ou não da sonoridade (eu gosto) , precisamos de mais Rappas na nossa cena musical.

Acho que falta um refrão que nos desperte!

Não sei se virá do Rappa, mas o Rock Nacional precisa de um grito de representatividade.


Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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