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Os efeitos especiais do cinema mudo


Ah, se existissem CGI e chroma key na época do cinema mudo tudo teria sido tão diferente... Provavelmente, diferente de uma forma não tão boa assim, já que na época o que contava mesmo era a criatividade. Sem "muletas" tecnológicas, os diretores precisavam se virar com o que tinham e entregar um resultado que fosse surreal, ao mesmo tempo que fosse convincente. E essa tarefa não era nada fácil.

O usuário do Reddit Auir2blaze resolveu nos ajudar, decifrando alguns dos efeitos visuais e curiosidades das produções daquele tempo.

Ele conta que acidentes frequentemente aconteciam com os atores, como é o caso de Charles Chaplin, em Tempos Modernos (1936). Na cena em que o ator anda de patins em um loja, quase ocorreu uma queda. "Parte do fundo era pintado em um pedaço de vidro, o qual estava posicionado em frente a câmera", conta Auir2blaze.


Já em "The Blake Pirate" (1926), quando o ator Douglas Faibanks desliza abaixo de um veleiro foram usados polias e contrapesos. "Fairbanks usou uma faca conectada a uma polia e um contrapeso. Hélices de avião foram usadas para fazer as velas se agitarem", explicou Auir2blaze.


Outro truque extremamente difícil era "clonar" uma pessoa. Para criar esse efeito em "Ella Cinders" (1926), foi utilizado um vidro pintado de preto que cobria alternadamente o rosto da atriz Colleen Moore. Depois de serem filmadas separadamente, as cenas foram unidas.






Álisson Boeira

Fundador da Revistak7. Gaúcho, que vive no Mundo da Lua, e que não gosta de churrasco e nem chimarrão.

|@alissonfboeira

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