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A teoria das ilusões em La La Land


O jovem Damien Chazelle, de 32 anos, escreveu o roteiro de La La Land em 2010 e veja só onde estamos. O próprio roteiro do filme já nos trás essa perspectiva de sonho desde que foi pensado, com vários filmes recheados de mensagens fantásticas. Chazelle começa a criar uma identidade forte, além de receber grandes críticas por seu trabalho bem manuseado como o tão famoso La La Land.

La La Land tem tudo para ser um filme chichê de jovens que se apaixonam e vivem felizes para sempre, como em um conto da Disney, mas como sempre dizem as boas bocas: muitas vezes a arte pode imitar a vida. Leve esse jargão em consideração se você começar a assistir essa obra agora. Sérião.


O filme quebra essa atmosfera do clichê tomate com açúcar quando as cenas vão se desenrolando, são como se caixinhas surpresas fossem abertas take após take. O que o torna mais especial ainda é o casamento de energias entre os atores Emma Stone e Ryan Gosling, o filme depende 100% do carisma dos dois para acontecer. Emma Stone famosa por estrelar filmes como  Histórias Cruzadas, Birdman e até mesmo o jocoso A mentira, a atriz se adapta muito bem nos papéis do qual encarna, podendo viver na pele da moça moderninha e engraçada ou na pele de uma mulher mais séria e mais velha, assim com Emma, Ryan consegue abraçar de maneira estupenda os papéis dos quais encarna, com um histórico forte na comédia e em filmes mais sérios também, como Drive. La La Land sem os dois seria como uma panela sem tampa.

O figurino e a palheta de cores, doces e sutis, nos faz sentir que por mais que a história se passe na era digital, acabamos viajando adentro de uma doçura pontual e pela vanguarda da história da moda nos anos 50. A trilha sonora talvez seja a prova mais do que viva de que Chazelle tenha conseguido reformular com ideias frescas uma nova forma de fazer musicais, de uma forma mais imprevisível, mais bonita e contemporânea, com músicas como City of Stars e Lovely Night, de composição por Justin Hurwitz, que podem vir a ser lembradas como clássicas na história dos musicais do cinema.


Uma coisa deliciosa e emocionante de se degustar neste musical é a filosofia dos caminhos que a vida pode seguir, de que tudo está nos detalhes e em pequenas decisões que fazemos ao longo de cada estrada, Chazelle acaba brincando um pouco até com teorias da psicanálise Freudiana: quando linha por linha tece essa brilhante história com a natureza das ilusões de Freud: a ilusão dos sonhos, dos ideais, das fantasias e por fim mas não menos importante: do amor e das paixões.

Taia Daujotas

Aconteço, não sei caber nas palavras, mania de poexistir.

|@serendipidadeee

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