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Modo Aleatório | Californication Raíz



Regionalidade é um assunto muito questionável quando se fala de música, principalmente porque nossas associações são sempre em segregar no primeiro momento, e em universalizar aquele som logo em seguida, assim foi especificamente do BritPop londrino, do havy metal nórdico, do new age Australiano, entre outros. 

Naturalmente esses sons se tornaram músicas do mundo, referências globais de sons, influenciadores de gerações, não só pela música mas também pelo legado que esses lugares trazem na bagagem das bandas de lá.

Toda a cena regional desperta o desejo de entender porque estamos cantando tais refrões, porque gritamos tais lemas, por qual motivo somos levamos a vestir essas camisetas. Cenas como Seattle e o Grunge, Brasília e o Rock Nacional, Londres e o Punk setentista, são exemplos práticos do despertar de interesses nas regiões que vão além do musical.

A Califórnia, talvez seja a Meca de todos os peregrinos da música, principalmente aquelas que versam com o rock. Tudo aquilo que foi escrito na rota 66, tudo que foi feito para o cinema, a diversificação cultural, o life style, a atmosfera californiana é inspiradora.

Red Hot Chili Papers, ou apenas Red Hot para os mais chegados, é o retrato perfeito do que é a Califórnia. Vanguardista, resilientes, criativos, autorais, através deles, milhares e milhares de sonhos californianos foram postos a prova via Anthony Kiedis. Foram e são o estereótipo da Califórnia.


Resistiram a febre da heroína, passaram ilesos pelo Grunge, suportaram o Napster, se reinventaram várias vezes, nunca perderam a identidade. Já vieram para o brasil mais de 6 vezes, nunca tocaram para casa vazia.

Quanto mais tempo passa mais novos ficam, é uma banda que não tem como principal astro o vocalista, e sim o baixista. Todas as músicas tem sua assinatura música com slaps e arpejos únicos do baixo que nenhuma outra banda é capaz de produzir.

Tiveram dois excelentes guitarristas, Navarro e Frusciante, mas hoje Josh Klinghoffer da conta do recado.


Californication, musica homônima do álbum,  foi composta e produzida por quem tinha direito sobre isso. Nenhuma outra banda na terra teria a pachorra de escancarar a realidade que por mais explicita que seja pelo seu tamanho e reconhecimento mundial, é cruel e artificial no seu consumismo.

O Sonho californiano também foi  industrializado, por mais valorizado que foi e é, hoje ele é artificial. A crítica do Red Hot nesse som é clara e direta  para um nativo de Califa, porém estúpida para um capitalista. Mas quem devemos ouvir nessa situação?

Esse tipo de banda tema autonomia de cantar o que vive, porque não precisa pagar de gatinho nem de banda nutella pra ninguém. Sempre foi e sempre será Californication Raiz.

Desde de 1983 até os dias de hoje esses caras conseguem respirar novidades, exalar excentricidade e nunca vão deixar de representar a Califórnia e sua notória cena reinventiva!

Lembrando que a banda já confirmou sua presença no Rock in Rio 2017 em Setembro.


Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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