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Modo Aleatório | O rock paulista respira!



A cidade mais eclética do Brasil nos proporcionou durante fases da vida, várias e várias cenas musicais muito marcantes, e de época em época revela algumas bandas que tem na sua essência a relação intrínseca com a metrópole, seu cotidiano e suas nuances.

O HipHop paulista é único (vide nosso post sobre Golden Age), o Funk Ostentação também é nativo da cidade, assim como a principal cena de Hardcore da história nacional que pode ser contada exclusivamente por quem frequentava o Hangar 110, que encerra suas atividades esse ano (infelizmente).

Mas o bom e velho Rock’n Roll paulista eternizado através de bandas como Ultraje a Rigor com suas dezenas de hits, Inocentes e suas contestações, Titãs e o protesto rebuscado e politizado, e o Ira! com a voz mais ativa no quesito questionador do status do jovem paulista oitentista/noventista, que na minha opinião é a mais paulista delas, parecia não ter deixado o legado necessário para surgirem novas bandas com a veia paulistana que expõe as a cidade como plano de fundo para as melodias e letras contextualizadas com a realidade atual.

Mas aí surge um expoente com a cara da cidade, cantando suas possibilidades, versando as dúvidas que SP cobra de uma geração Y, usando a atmosfera de Sampa como background.

“Deixa eu caminhar, Santa Sampa, Entre mulheres elegantes, deixa eu caminhar”. Assim a banda entoa um novo possível hino para os roqueiros da Augusta e Galeria do Rock.

Vespas Mandarinas é o fim do Hiato entre os anos 90 e o rock autenticamente paulista. 


Verso, refrão e verso, guitarra suja, um riff e um power trio conduzindo todas as músicas, é a formula da banda que hoje é consistida pela dupla Chuck Hipolitho e Thadeu Meneghini, que são figuras carimbadas no cenário nacional.

Vejo na banda a mesma vibe, e a mesma pegada do Ira! no seu auge, isso não significa que é uma cópia, muito pelo contrário, é uma bela fonte de inspiração para dar vida longa ao rock paulista.

Músicas como Santa Sampa, Vicio e o Verso, Antes que eu conte até Dez, Sasha Grey e Não sei o Que fazer Comigo, são uma radiografia da proposta da banda. Como paulista, sou grato em sem contemporâneo a esses caras e principalmente em ter esperança que em breve teremos mais algum refrão do rock imortalizado, em breve teremos!

Essa semana chega o disco novo dos caras, que já lançou o single Daqui pro Futuro. Espero que seja de verdade, um álbum de consolidação da banda e que suas músicas continuem expressando todas as influencias que foram recebidas.

Acreditem no rock nacional.

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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