Ads Top

Modo Aleatório | Music & Television


Houve uma época que era possível ligar a televisão às 17:30 de segunda a sexta e sintonizar na Band ou no SBT e acompanhar apresentações ao vivo de bandas clássicas do cenário nacional e acompanhar as principais apostas da música, programas como “H” (Luciano Hulk) e depois seu substituto O+ (Ó positivo, com Otaviano Costa) e o famigerado Programa Livre (Serginho Groinsman) no SBT, eram as estrelas desse segmento.

Aos domingos, os fãs de música aguardavam ansiosos pelo horário do almoço, não pela macarronada da Nona, mas sim pela transmissão ao vivo do Bem Brasil pela TV Cultura. Foram shows históricos e antológicos, os maiores nomes da música nacional passavam por aquele palco do Sesc Interlagos. Nomes como Gal Costa, CBJR, Engenheiros do Hawaii, O Rappa, Skank, Tim Maia, Jorge Bem, Lulu Santos, João Bosco, Chico Science e Nação Zumbi, .... são muito nomes, (bateu uma nostalgia agora) que populavam nossas televisões, numa época sem spoilers onde precisávamos esperar o início da transmissão para saber de quem seria o show.


Fora isso, tínhamos a MTV Brasil, a famosa formadora de caráter dos anos 90/2000, todas as novidades passavam por lá, lançamentos, clipes, a onda de acústicos, espaço para cenas independentes e o fino do pop mundial, devo muito a MTV.

Hoje os genéricos, Multishow, Altas Horas e Musica Boa Ao Vivo, não chegam aos pés da autenticidade e da importância que esses programas tinham para sua época. Infelizmente não foi a TV brasileira que mudou, mas sim o público que mudou. As massas precisam de um conteúdo popular que as grandes redes tem abrangência para alcançar, portanto somente o que atender a esse público é interessante ser transmitido.


Ficamos reféns (é nossa escolha) de canais especializados da TV fechada para acompanhar um pouco mais de música. Music Box, Bis e o Canal Brasil são as melhores referencias e os mais populares dentro desse universo restrito.

Claro que para Wesleys, Universitários e afins sempre haverá esse espaço nas programações de domingos, é assim que a banda toca, é assim que o barco segue.

Voltando nas primeiras referencias como H e Programa Livre, a música ia além da música, era possível entender a proposta da banda, conhecer o que eles queriam passar, existia uma interação natural, prevejo que é um caminho sem volta. Não é mais interessante esse modelo, confesso que sinto falta, mas é uma realidade que precisamos nos acostumar.

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

Tecnologia do Blogger.