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Modo Aleatório | Get Down, a alma do negócio



Existiu um tempo e um lugar, existiu um movimento e uma resistência, existiu uma causa e um efeito, existiu os reinos de Bambaataa, Flash e  Kool Herc, tudo isso existiu e ainda existe, na minha opinião o último grande movimento relevante da Música Mundial, tudo graças ao Get Down. Suas múltiplas origens podem ser discutidas, os Sound Systems de Kingstown da Jamaica, as Hyper Africanas do Kongo, ou a mistura dos dois. Mas a concentração e a formatação do seu poderio se deu no Bronx, subúrbio Nova-iorquino

Get Down não é a ótima seria produzida pela Netflix (The Get Down) que retrata basicamente tudo isso que disse anteriormente, uma ficção, fantasia e romance no contexto de origem do hip-hop. Nos conta uma recente história, com pitacos fictícios que não comprometem o ideal principal que é contar como tudo surgiu e a relevância disso nos dias de hoje. Get Down no contexto do hip-hop é achar o ponto de repetição da batida, é o looping manual do vinil, é a técnica primordial par ao DJ conduzir sua arte.O Get Down é a alma motora do hip-hop.

Do Bronx a Zona Sul de SP, de GrandMaster Flash a KL Jay, de 1977 a 2017, o Get Down se faz presente, está vivo e prolifera seus descendentes.
Por mais que seus contextos sejam o protesto, ou a ostentação, ou a vulgarização ou até mesmo (e porque não) a rentabilidade financeira, o Get Down é a alma do negócio, é só através dele que é possível desenvolver o beat, a rima e a proposta.


A música eletrônica é um dos filhos mais novos, as batalhas de MCs ainda que no mute usam seus Gets Downs mentais, até mesmo os Sarais Poéticos estão mais ligados ao teor do Get Down. Em 1980 uma frase foi eternizada, “A revolução não será Televisionada”, ainda acredito nisso, aquilo que tem por essência a subversão e a quebra de paradigma que vai muito além da música, sobrevive mas periferias e nos centro urbanos que efetivamente vivem de cultura subversiva. Interessante nessa paralelo é que de fato não esta sendo “televisionada”, sua divulgação vem pelo Streaming. Netflix por mais mercantilista que possa ser, conseguiu manter o Get Down vivo atrás do The Get Down.

Se puderem assistam a série, se quiserem conheçam mais sobre esse movimento, e se permitirem, o Get Down terá vida eterna.

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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