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Reconto | Cadê o problema que estava aqui?


Terminei a sexta temporada de Suits. Certo, eu havia dito que essa coluna não era somente sobre correlações rotineiras com seriados, mas gente, acontece. Aproveito a introdução para ir direto ao ponto: Você já problematizou algo? E como lidou com isso? Fugiu ou encarou?

Suits é um seriado sobre um escritório de advocacia que cuida de casos corporativos milionários, e talvez o que mais me mantenha presa à narrativa dos capítulos seja a intensidade com que os problemas vividos pelos personagens e seus casos são resolvidos de forma, digamos, rápida. Opa! Não tem spoiler aqui não! Quem assiste sabe, o problema surge no início do capitulo e ao final, já é dada alguma solução (se bem que a maioria dos seriados são assim :/). 

Esses dias no café da manhã, ouvi a seguinte frase: “Prefiro fugir dos meus problemas do que lidar com eles”. Pausa para a digestão, do pão e da constatação. Lembrei-me dos advogados da série sempre prontos a desvendar seus casos e pensei, porque existem problemas? De onde nascem? Como devo achar saídas? Já reparou que a maioria deles são provenientes de paranoias da nossa própria cabeça? Na minha humilde concepção a culpa que sentimos pode ser uma das respostas à essas perguntas. Freud explica. A religião também.

“Ética e vergonha na cara”, um fantástico livro de Mario Sergio Cortella e Clovis de Barros Filhos aborda bem a questão entre ética e moral, que nos leva a pensar muito bem em nossas ações diárias e, consequentemente, na culpa que carregamos. Mas mesmo sabendo distinguir certas atitudes e sentimentos somos engolidos por essa sensação desagradável e, na maioria das vezes, problematizando questões simples da nossa rotina.

Assim como Harvey Specter, o fantástico advogado da série, tenta desenrolar diversos nós usando sua capacidade de relacionamentos e conhecimentos, podemos usar essa pratica diária de resoluções envolvendo nossos próprios conceitos de ética e moral (não que o personagem use sempre isso, afinal, advogados corporativos, né mores!), para sair de encruzilhadas que criamos. Se você não tem o Sol em escorpião com ascendente em peixes, talvez essas paranoias sejam tratadas mais facilmente (risos).

Problematizou? Reflita. Piorou? Escreva o problema no papel. Tente resgatar o que te levou a ter esse problema. Será que realmente isso afetou sua moral? Ultrapassou os limites da ética? Quantas pessoas estão sendo atingidas com esse problema? Se sim, você realmente tem o poder de impedir?


A vida é só essa, sigamos melhor. Deixemos de lado essas problematizações bobas para aproveitarmos melhor nossos relacionamentos. Temos que, definitivamente, aprender a RE-FLE-TIR. Respire. Pense. Não deixe nunca de pensar e de sentir. Tem um mundão de pessoas e belezas à nossa volta. Quando precisar, vista sua roupa de advogado para tratar de situações de emergência e desespero, mas não esqueça de tirar o paletó, afrouxar a gravata, arregaçar as calças e andar na areia. Faça sua energia fluir. E sempre sorria. E abrace. Ah, quase me esqueci que eu havia problematizado a questão das correlações com seriados, e quer saber, vai ter correlação sim!

Aline Marcondes

Paulistana de moradia carioca. Investe seu salário de engenheira em viagens e shows. Viciada em conversar e observar o comportamento humano.

|@alinemarc

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