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Modo Aleatório | La Revolucion do Despacito

Em meio uma onda xenofóbica incitada pela extrema direita que assola as grandes lideranças mundiais, a arte popular mais uma vez mostra sua força e principalmente sua voz ativa. Recentemente Donald Trump inflamou seu discurso com a ideia do muro separando o México dos EUA, para que a soberania, os bons costumes e a segurança da tradicional família americana não fossem mais afetado, influenciados ou ferido por culturas e práticas não Yankees.


(Isso não é um post político, ok)

Por ironia da vida e artimanha do destino, um cara Latino, Luis Fonsi em parceria com ninguém menos que, Daddy Yankee (kkk), conseguiram o feito de emplacar após 20 anos um hit de língua não-inglesa no topo da Billboard.

Isso mesmo, 20 anos! 
 
Desde a famigerada Macarena que avassalou todas as mídias possíveis em 1997, sendo até hoje a coreografia mais repetida em qualquer ocasião, que uma música latina não chegava no topo das paradas mundiais.

Andando pelas ruas de Los Angeles é impossível não ouvir Despacito, nas praias de Santa Monica ou em Veneci, nos parque de Del Rey ou nas boates da Sunset só dá Despacito. Qualquer pessoa com um uma bebida na mão e um sorriso na cara estará cantarolando Despacito. Nas filas de aeroportos e nas telas dos restaurantes é a única coisa que se vê. Sim é uma febre!


Ainda não é claro o motivo disso, se é pelo refrão sexy, ou pela levada caliente, pelo clipe bem produzido, ou pela palavra de simples pronuncia para todos. Mas o fenômeno é real e depois de contagiar o território do Tio San, a musica chegou até as terras tupiniquim. (Aposto nessa musica como tema de abertura de alguma próxima novela da globo).

Num momento tão crítico e separatista, mesmo eu não gostando da música e achando Macarena muito mais marcante e emblemática, não deixa de ser um marco, um ato de resistência de uma rica cultura latina que é sim consumida pelos americanos, pela periferia americana, pelos trabalhadores americanos e por toda uma massa que se apresenta como inferiores mas que são a força motora de uma indústria que insiste em nos influenciar com sua cultura, ideias e valores.

Fico imaginando apenas se pros lados de Washington DC, nos quarteirões que cercam uma grande casa pintada de branca, os Red Necks cantarolam livremente o refrão sexy de Despacito.

Gostando ou não, Trump já ouviu, e só desejou que antes do seu muro nenhum outro Chicano ouse influenciar seus eleitores conservadores que não precisam de estrangeiros em suas terras, e que esse hit não passe Despacito, ou Slowly ou no português claro, bem devagar!

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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