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Romance: 20 títulos da literatura nacional que você não pode deixar de ler



Quando falamos de literatura nacional vem em nossa mente milhares de títulos e autores, mas vamos falar da mais diversa e regionalista que temos: O Romance!

A literatura brasileira é uma das mais ricas e diversas nesse tema, e hoje vamos começar a falar sobre as vertentes da nossa literatura, sempre colocando dicas de obras clássicas que você não pode deixar de ler.

Como sempre é bem injusto fazer uma lista, por isso observamos alguns critérios para não deixarmos ninguém de lado, então fique atento a eles: procuramos colocar no máximo um livro de cada grande autor; destacamos obras que trouxeram alguma inovação na literatura nacional; observamos os que contassem mais do que uma história, que tivessem um valor de representatividade de um período literário, um painel histórico, um grupo social, uma tendência estética.

Assim podemos considerar como marcas comuns a todas as narrativas listadas, o desejo de construir um retrato do Brasil e o investimento em uma linguagem indenitária e regional, cada um à sua maneira.

Confira a lista e boa leitura!

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Machado de Assis


Uma desconstrução do Brasil, por meio da ironia, que escancara a hipocrisia da nossa elite dirigente no século 19. Machado de Assis dá voz a um narrador defunto que, longe da vida social, pode zombar do caráter das pessoas com quem conviveu. O romance também é importante por se valer de novas técnicas narrativas, fazendo-se a obra mais inovadora daquele século.












O Ateneu (1888), Raul Pompeia


É o precursor da auto ficção, um romance carregadamente autobiográfico, centrado nas desilusões do menino Sérgio em um colégio que era tido como o melhor o país. Ele descobre a falsidade e os comportamentos sórdidos de um mundo onde não há lugar para o amor e a amizade. Escrito com um cuidado de poeta parnasiano, este é o romance brasileiro em que a linguagem literária chegou ao seu ápice.











Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Lima Barreto 


É a obra que faz a passagem da língua mais formal, de matriz lusitana, para a linguagem quente das ruas, que representa os seres marginais em um Rio de Janeiro que sonha com a modernidade. Aqui, Lima Barreto acompanha o drama de um mulato inteligente, que é violentamente discriminado por sua cor, o que o autor promove é uma naturalização da linguagem para dar espessura humana a atores sociais que nunca haviam sido protagonistas na literatura brasileira.









 
Macunaíma (1928), Mário de Andrade


Por falta de editora, a tiragem do romance foi de apenas 800 exemplares, mas o livro foi festejado pela crítica modernista por sua inovação narrativa e de linguagem. Macunaíma é o herói sem caráter, símbolo de um povo que não descobriu sua identidade. Uma releitura do folclore, das lendas e mitos do Brasil, escrita numa linguagem popular e oral.











 
Vidas Secas (1938), Graciliano Ramos 


Um romance montado com cenas avulsas, a partir de quadros, em que Graciliano Ramos acompanha a rotina desesperadora de nordestinos que vivem de fazenda em fazenda, isolados do mundo. Fabiano e Sinhá Vitória têm que tomar uma decisão crucial, eternizar este ciclo de exploração ou tentar dar aos filhos o estudo que eles nunca tiveram. Mais do que um romance sobre a seca e o nordeste, é uma narrativa sobre o poder da linguagem.








   

Fogo Morto (1943), José Lins do Rego 


É a obra máxima do Ciclo da Cana de Açúcar, construída com recursos narrativos modernos, longe da memorialística de outros livros do autor. Em “Fogo Morto” ele transforma em mito e em fantasmagoria o fim de um período colonial da história do Brasil, mostrando a falência do modelo social dos engenhos, do qual ele se sente órfão. Aqui, a matéria nordestina ganha uma estrutura narrativa de planos que se sobrepõem, condensando todo um tempo.









 
Grandes Sertões: Veredas (1956),  Guimarães Rosa


Na obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração entre o autor e a temática. Dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua narrativa. São os elementos básicos da condição humana que, em última análise, encontramos em 'Grande Sertão - Veredas' o que ela tem de mais fundamental: o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria





    

A Paixão Segundo GH (1964), Clarice Lispector



É o livro mais importante de Clarice Lispector, marcado por uma estrutura solta, que não tem começo nem fim — inicia e termina com reticências. O que o leitor acompanha é parte dos intermináveis questionamentos de uma narradora atormentada pela necessidade de se conhecer, ampliando metaforicamente o eu e o agora até os primórdios da vida no planeta.






   



O Coronel e o Lobisomem (1964), José Cândido de Carvalho



Ambientado no litoral carioca, este romance coloca em cena um narrador mentiroso, que gosta de contar vantagem, mas que revela, em cada episódio, a sua ingenuidade de roceiro. O coronel que acreditava em lobisomem é completamente enganado por figuras urbanas, cifrando o fim deste mundo mítico, que não tem mais continuidade no presente. Aqui, a linguagem sertaneja ganha um colorido deslumbrante para cifrar o descompasso deste mundo.









A Pedra do Reino (1971), Ariano Suassuna


Obra monumental, de incorporação da cultura popular, que se apresenta programaticamente inconclusa, na qual o narrador, preso por seu envolvimento com um episódio trágico do sertão (a degola de animais e pessoas para instaurar o Império da Pedra do Reino) constrói o romance como uma peça de defesa, tentando nos convencer de sua inocência. Farsa e fanatismo dão a tônica ao romance.









   
Os Sertões (1902), Euclides da Cunha


A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897. Trata-se de um relato histórico mesclado à literatura, posto que Euclides foi convidado pelo Jornal Estado de São Paulo para cobrir a guerra no Arraial de Canudos e nesse momento, surgiu sua obra.











Capitães de Areia (1937), Jorge Amado


O livro retrata a vida de um grupo de menores abandonados, que crescem nas ruas da cidade de Salvador ,vivendo em um trapiche, roubando para sobreviver, chamados de "Capitães da Areia".  O romance, que retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, procura mostrar não apenas os assaltos e as atitudes violentas de sua vida bestializada, mas também as aspirações e os pensamentos ingênuos, comuns a qualquer criança.









 
O Tempo e o Vento (1949), Érico Veríssimo


Dividido em O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), o romance conta uma parte da história do Brasil vista a partir do Sul - da ocupação do "Continente de São Pedro" (1745) até 1945 (fim do Estado Novo), através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada por muitos a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil.









   

Vestido de Noiva (1973), Nelson Rodrigues


Vestido de noiva consolidou Nelson Rodrigues como um dos nomes mais importantes da dramaturgia nacional. Enquanto se recupera no hospital depois de ser atropelada, Alaíde é assombrada por lembranças de seu passado conflituoso e as de madame Clessi, uma prostituta do começo do século 20. Encenado pela primeira vez em 1943, Vestido de noiva, que se articula em três planos cênicos (alucinação, memória e realidade), foi o primeiro grande sucesso de público de Nelson Rodrigues.








 
O Cortiço (1890), Aluísio Azevedo


É um romance naturalista do brasileiro Aluísio Azevedo publicado em 1890 que denuncia a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores das estalagens ou dos cortiços cariocas do final do século XIX. O Cortiço é um romance de tese que mostra como o comportamento das personagens é influenciado pelo meio, pela raça e pelo momento histórico em que se insere, assim como a mistura de raças serve para a degradação humana. Portanto, a obra tece diversas críticas às diferenças sociais.






 


Til (1842), José de Alencar


Til, de José de Alencar, é um romance regionalista (ou sertanejo), pois trata de temas como a cultura, o folclore e o linguajar de uma determinada região. Til foi publicado em 1872, o terceiro romance regionalista de Alencar tem sua ação numa fazenda situada no interior paulista, por volta de 1846. 











   

Crônica da Casa Assassinada (1959), Lúcio Cardoso



Contada por meio de cartas, é uma história densa, cheia de ciúmes, rancores e perversões, numa velha chácara no interior de Minas Gerais, que recebe a visita de uma mulher. Na história da decadência dos Meneses, descobrem-se parentescos, casos extraconjugais, atos violentos, amores proibidos, relações incestuosas.  acompanha a ruína de uma aristocrata família mineira. Uma saga que se desenrola nos limites de uma casa de fazenda. A casa desempenha o papel principal: os personagens são feitos do cimento da casa e esta, da carne dos seus habitantes. A perspectiva dos temores que habitam a casa, da casa que sangra, que sofre, que abriga os mais trágicos segredos.





   

Morte e Vida Severina (1967), João Cabral de Melo Neto


O nome do livro é uma alusão ao sofrimento enfrentado pelo personagem.
O livro apresenta um poema dramático, que relata a dura trajetória de um migrante sertanejo (retirante) em busca de uma vida mais fácil e favorável na capital pernambucana. Severino é uma metáfora para nordestino, que na maioria das vezes sai do sertão acreditando que no Recife, ou outras cidades nas quais a seca é mais branda, a vida pode ser melhor, mas em todo percurso ele vai percebendo que a vida Severina, independe do lugar, ou das condições climáticas.








Memórias de um Sargento de Milícias (1854),  Manuel Antonio de Almeida



Foi publicado originalmente em folhetins no Correio Mercantil do Rio de Janeiro, entre 1852 e 1853, anonimamente. O livro foi publicado em 1854, no lugar do autor constava "um brasileiro".A narrativa de Memórias de um sargento de milícias, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, classes média e baixa, fugindo aos padrões românticos da época, quando os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que Manuel Antônio de Almeida desenvolvesse a sua obra








O Quinze (1930), Rachel de Queiroz



O título se refere a grande seca de 1915, vivida pela escritora em sua infância.
A obra apresenta a seca do nordeste e a fome como conseqüência, não trazendo ou tentando dar uma lição, mas como imagem da vida. Não percebe-se uma total separação entre ricos e pobres, e esta fusão é feita através da personagem Conceição que pertence realmente aos dois mundos. Evitando assim o perigo dos romances sociais na divisão entre "bons pobres" e "maus ricos", não condicionando inocentes ou culpados.








Priscila Carneiro

Formada em Produção Cultural, carioca que prefere Serra ao Mar. Ama arte, fotografia e literatura, compra mais livros do que consegue ler. Gosta de gente que consegue enxergar com os olhos da alma e leva a vida tentando enxergar mais do que podemos ver.

|@prismcarneiro

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