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Cinético | Há problemas no paraíso


Preste bem a atenção! Sempre que você encontrar alguém muito bem ajustado ao que conhecemos como checklist da vida, este alguém vai te mostrar o medo que ele tem daquilo que desconhece... O bem ajustado tem uma visão deturpada de que, tudo o que lhe parece estranho, normalmente, é uma ameaça a sua estabilidade. Agregar novos valores à sociedade os assusta de modo que, os valores tradicionais são defendidos ferrenhamente e desumanamente no intuito de assegurá-los o seu conforto (não se sabe a respeito de sua paz de espírito!).

O pior disto? Você não vai encontrar só um deste exemplar de humano, há muitos espalhados por aí! Ele pode ser seu patrão, pode ser seu vereador, pode ser seu vizinho ou, até mesmo, ser da sua família! Pessoas que têm o pavor do novo possuem um poder, o poder de se aglomerarem. E, é assim que iniciam sua distopia, passando a máquina por cima de tudo o que os “ameaçam”.


Você sabe o que é uma héteroutopia, ou uma distopia? Elas estão em toda parte e em muitas proporções. São atmosferas, espaços físicos ou não, criados de forma consciente ou não por um ou coletivamente. E, o que compreendemos por distopias são criações, muitas vezes coletivas, deturpadas de um mundo perfeito, seguro e previsível.

Um caso recente na nossa história é o ideal nazista de pessoas, estado, sociedade e comportamentos tidos como desejados. A filosofia precisava impregnar-se na atmosfera, por meio da arquitetura, do cinema, do rádio, da arte.

Trilogia "The Purge", de James De Monaco

Série "O Conto de Aia", inspirada no romance de Margaret Atwood.

A ficção nos dá muitos indícios de possíveis futuras distopias que a humanidade possa retomar, embasadas em preceitos religiosos e conservadores. Preceitos que sempre serviram de base para os “bem ajustados” da sociedade justificarem sua imposição de distopias, garantindo o seu conforto e sua estabilidade.

Se pensar bem, as distopias – criadas por pessoas que acreditam no outro como uma ameaça a sua previsibilidade – não estão apenas no passado, ou na possibilidade de um futuro distorcido. Vivemos em distopias urbanas que dividem o paraíso do inferno, espaços que determinam como e por quem são acessados.






Isabelli Rodrigues

Designer, atua nas áreas de design emocional, processos de criação e de construção, antes mesmo de sua formação.Tem dificuldade em dividir as coisas por áreas.

|@isabelli.tcumg

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