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Modo Aleatório | Previsivelmente imprevisível

O Espirito Santo não á apenas um elemento da trindade cristã, que tem o papel de ser o consolador dos homens na Terra até a segunda vinda de Jesus. Ele também é o estado brasileiro que pra nos consolar, nos apresentou o Supercombo.


Há mais ou menos uns 8 anos, num programa do SBT chamado Astros, eu ouvi um som muito louco e com uma proposta bem diferente do que se podia ouvir naquela época. Um cara barbudo de óculos que mais parecia um PC Siqueira genérico tocando um instrumento (Léo Ramos) do que necessariamente um Astro, com ele uma cantora loira que não vou lembrar o nome agora (lembrei, General Sih) que estou escrevendo. Se apresentaram com o nome 2ois (dois).

Eles tocaram um som só no violão, mas a proposta era muito moderna, eu particularmente nunca tinha ouvido nada nessa linha em português. No fundo no fundo, até lembrava um pouco um Paramore, mas em português era inédito.

Claro, fui conhecer mais sobre a dupla. Parece que a parceria não vingou, e nessa ruptura surgiu o Supercombo.

Um sintetizador como alma fazendo as transições, Riffs marcantes, uma mulher no Baixo  e uma letra bem louca, era pop, era rock, era autentico, tinha uma cara nova e fui justamente isso que me prendeu.

Estava num barco à deriva sem as velas, perto do meio do oceano, sem um plano.

“A Deriva” foi o primeiro som deles que me pegou, uma banda com cara de nerd, com som nerd, mas com uma originalidade que destoava da cena brasileira. Tanto nas letras quanto na sonoridade. E destoava tanto que pude encontra-los anos depois num festival chamado Rock no Vale, voltado para o público Gospel, com uma proposta de não isolar essa comunidade apenas em bandas internas de suas igrejas.


Isso significa que sua comunicação alcançou várias esferas. Logo em seguida, eles estouraram em outro programa de TV, dessa vez na Rede Globo, o famigerado Super Star, que revelou ao grande público o refrão mais motivacional dos últimos anos.

Eu devia sorrir mais, abraçar meus pais, viajar o mundo e socializar, nunca reclamar, só agradecer, fácil de falar, difícil fazer!

Isso já bastou pra agenda lotar, as rádios apostarem, os canais online bombarem e tudo aquilo que funcionava para um público restrito, chegasse onde toda banda queria chegar! Piloto Automático é a representação da banda, qualquer coisa que se ouça deles você enxerga o DNA na Piloto Automático.
Crianças cantam, comerciais de TV exibem, é hit, é bom!

Embora a melancolia simplificada seja comum nas letras, o olhar da vida por essa ótica de ser simples é cativante. Assim como suas melodias, as letras também não são previsíveis, sim imprevisíveis, chega a soar estranho para quem não está familiarizado.

O alento é, temos uma excelente banda nova na área que oxigena a cena, que é original e que conversa em todas as esferas.

Rock, Pop, novidade, universo nerd, tudo isso forma um Super Combo que é o Supercombo!





Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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