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Toca-Fita | As pedras que voltaram para dançar



O Queens of the Stone Age soltou o mais recente single no dia 15 de julho de 2017, prometendo vir por aí mais um discão. Se continuar na vibe desse single, será também bem mais pra cima do que o seu antecessor, o “... Like Clockwork” (2013) que foi composto e gravado em uma época macabra do frontman da banda, Josh Homme, mas que garantiu o 1º lugar na Billboard e atingiu também um número expressivo de vendas no formato de vinil – 12 mil cópias somente na primeira semana do seu lançamento e totalizando 13% do total de vendas nesse período.

Na intro do single surgem: “Claps!” e guitarras ultra processadas. Aos poucos, o ritmo do Rock/Jungle vai crescendo e as frases das guitarras de Josh, Dean e Troy começam a entrar em um jogo de perguntas e respostas interessantes. O baixo de Michael Shuman fica bastante tempo na intenção que vai bater um pênalti, e quando parece que não existe possibilidade do som ficar mais pesado, o baixo dele surge de vez e arregaça os tímpanos do ouvinte. Jon Theodore (ex-The Mars Volta) – com excelência ao tocar seu instrumento, fez uma linha de bateria simples e coerente para o caráter dançante/alegre da faixa. Somente do meio pro final do single, o batera foi inserindo gradativamente frases extras nos tambores, lembrando bastante a época em que Dave Grohl tocou como baterista no QOTSA. 

Capa de "Villains"
 A letra foi direcionada às boas lembranças de um relacionamento da adolescência (e quem não teve um assim?). A paixão, os fantasmas da possível perda, o coração querendo sair pela goela e o mundo podendo desmoronar ao nosso redor, foram expostos pela voz quase sempre muito suave de Josh e por meio de suas melodias doces. Uma música perfeitamente compatível com um Dodge V8.

Adendo: por coincidência, passei recentemente por um “quase” revival com uma ex-namorada da adolescência, mas que ficou só na chama querendo acender do lado de cá. Ela, na época, também tinha 17 anos – como na letra da canção – e, 20 anos depois, eu só queria que ela viesse me amar da maneira como costumava fazer.

Dancemos, então:


Bruno Torrez

Filho de Bamba, cresceu em pagode de mesa. Mestre em Ed. Musical, baterista, ama o Grunge e as pessoas sensíveis. Como dizia seu pai: "Que sejamos sempre nós três. Eu, você e a nossa amizade".

|@btoorrez

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