Ads Top

Modo Aleatório | Last Kiss, por trás do último beijo!


Sabe aquela música que você cantarola sem parar, de refrão fácil e levemente empolgante, o típico hit que a multidão canta nos shows ascendendo seus quase extintos isqueiros ou a potências luminosas das suas telas de leds de cinco polegadas, no mínimo.  Last Kiss é assim, é a música mais popular do Pearl Jam, não digo a melhor e nem a mais interessante, mas é de fato a mais popular segundo os números radiofônicos, billboard e de plataformas virtuais. Mas seguem duas verdades sobre essa baladinha que podem (ou não) te surpreender.

A primeira é que essa canção não é da banda de Seattle, é um couver, uma versão, uma homenagem a Wayne Cochran, que compôs em 1967 após um acidente trágico, e já que toquei no assunto, segue a segunda verdade. É uma tragédia, é um relato em primeira pessoa que detalha os últimos instantes do casal após um acidente onde 3 pessoas morreram e o autor (Wayne) sobreviveu.  Eddie Veder consegue ser mais profundo que o autor na intepretação, trazendo essa música para aquele seleto hall que o couver é melhor que o original (teremos um post somente sobre isso), mas a melodia nos enganam e camufla o verdadeiro sentimento da canção. Se possível ouça apenas a voz, sem os instrumentos, a experiência será bem diferente.

Wayne Cochran

A tragédia moderna se diferencia de uma ópera por ser relatada como minimalista, mas pela composição que ficou eternizada, certamente a ferida do autor também perdurou por muito tempo.
Pearl Jam, é um dos Headsline confirmadaços para o Lolla de 2018, são talvez o que restou de um famigerado movimento Grunge, que “não se vende” e que ainda tem uma legião de fãs oriundo da geração X e Y, com mais de 20 hits certamente com um set list que segundo a banda, nunca se repete na integra. Pois bem, quando cantarem Last Kiss nesse show ou em qualquer outro que você for, lembre-se apenas que por traz da canção de amor, e dos celulares levantados, era apenas um jovem de 16 anos com sua amada no colo nos seus últimos suspiros de vida, selando o amor com um último beijo, e que não foi Eddie Veder que viveu toda essa tragédia épica.

O que aprendemos nessa tarde amiguinhos?
Nem sempre o dono é o quem trata melhor sua obra, o último beijo pode mesmo ser um último beijo, e não abusem da velocidade nas estradas!

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

Tecnologia do Blogger.