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Modo Aleatório | Resumão Rock in Rio 2017

Entre lotação máxima e venda recorde de patrocínios até o cancelamento da Lady Gaga e a chuva de críticas costumeira, muita coisa aconteceu em oito dias de muita imersão musical.


A marca Rock in Rio é pesada e muito valiosa, por si só já chama a atenção e proporciona números monstruosos. Mesmo com o peso da tradição e de um público crítico com o brasileiro, o festival consegue se reinventar e ser mais interessante que apenas os headlines do Palco Mundo.

Esse ano a cobertura online foi estrondosa, lives, facebook, instagram, Snapchat, youtube, Multshow, Globo, foram massivos e presentes o tempo inteiro em que os portões se mantiveram abertos.  Nada passou batido da interação do público.

Isso é um assunto pouco comentado, mas é pertinente, pois torna o festival mais democrático, embora a experiência de estar lá de fato seja diferente, mesmo assim não segrega a maioria e faz com que seus patrocinadores sejam exibidos a exaustão em todas as plataformas. As ativações de marketing foram excelentes e o Itaú deu um tiro certo, ou melhor dois tiros certeiros. Pabllo Vittar e Raimundo no Palco Itaú. Um palco simples, sem apelo, com o único intuito de ativar a marca no festival, apostaram em dois artistas de segmentos diferentes porem com potencial em massa absurdo. Tanto é que, um dia depois Pabllo Vittar protagonizou uma das cenas mais icônicas e comentadas do RIR, dividiu e roubou pra si o show da Fergie, que por sinal estava bem morno até Pabllo assumir o rolê!

Pelos lados do Palco Sunset, conhecido como “O Lolla do RIR” passou muita gente boa, com capacidade de estar no palco mundo fácil fácil. Vou citar apenas 3 shows que foram excelentes e vocês podem procurar por ai e tirarem suas próprias conclusões.

Observações prévias: Como eu analiso um bom show? Uma combinação entre 3 coisas, hits, Interação com o público, qualidade musical. Quando duas dessas três características estão presentes já é um puta show, quando as três se juntam aí é só curtir.

Sepultura com Família Lima, o encontro improvável porém arrebatador: peso e música clássica juntos naquilo que pode ser considerado o mashup do ano. Rael e Elza Soares, caíram de paraquedas do festival e mesmo assim conseguiram unir a novidade do hip-hop com o respeito e reverência que Elza exala. E por fim, mas não menos importante, Ceelo Green e Iza, esse show teve os 3 elementos citados: hit, galera e qualidade. Confiram.


Das bandas nacionais, destaque para Scalene no Palco Mundo, sem grandes hits e sem a unanimidade popular, conseguiram fazer um show excelente de bom rock com letras e melodias sensacionais. Os Muleques de Brasília são tudo aquilo que o novo rock nacional precisa, olho neles.

No post anterior já falei mal dos hedlines, achei o peso equivocado e as escolhas previsíveis, não vou bater em cachorro morto, muito pelo contrário, vou me redimir com o Aerosmith e Alice Cooper que mesmo beirando os 70 anos conseguiram fazer um show de alto nível, recheados de sucessos e não deixando o público quieto por nenhum minuto. Assim como o Red Hot Chilli Peppers conseguiu fazer seu melhor show no Brasil, melhor que em 2001 e em 2011.


Incubus também fez um show perfeito, porém na noite errada para o público errado. 

Os demais foram mais do mesmo, bons nomes, boas músicas, alguns shows meio sem graça outros bem cansativos, mas nada de marcante ou de grande relevância. No Geral um ótimo evento, com uma cara renovada e mais acessível a todas as mídias, porem com menos peso nas atrações principais. Se possível irei no próximo.

O Brasil está na rota dos grandes eventos e isso é bom para o público, até 2020 serão mais de 20 festivais no Brasil, fora os shows avulsos de grandes nomes, portanto façam suas economias para não perder nada, ou pelo menos curtir algum desses festivais.



Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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