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Modo Aleatório | Siga a tendência ou gere tendência?


Perdia horas da minha vida assistindo a Music Television, várias e várias maratonas musicais forradas de acústicos, making offs, luais, Top 20 e Disk MTV, e, claro, muitas e muitas entrevistas. Achava essa última parte a mais legal, gostava de ouvir os artistas comentarem sobre suas obras e seus planos, sempre tinham boas conversas.

Entre lançamentos de hits e novas bandas que surgiam, sempre haviam comparações entre artistas, numa dessas ocasiões houve a seguinte situação, detalhe para o contexto: A boy band Backstreet Boys estava no auge das paradas, vários sucessos um atrás do outro, e como é normal e de costume, tudo que sobe também desce. Nesse declínio, outras bandas surgiram na cena pop, dentre elas
Maroon Five, para não perderem a oportunidade da polêmica lhes perguntaram: 

-Qual a diferença de vocês para os Backstreet Boys?

Sem pestanejar e já sabendo do reboliço, a banda respondeu:

"A diferença é que nós somos músicos de verdade!" (Desce os óculos e toca “Turn Down for Whath”).

Desde então virei fã da banda, os caras de fato são exímios músicos, tocam demais, conhecem do riscado como poucos e conseguiram emplacar sucesso atrás de sucesso. Um show do Maroon Five hoje tem no mínimo quinze hits, chutando baixo.


Tecladista, baixista, guitarrista, baterista, todos músicos profissionais do mais alto escalão de Los Angeles. Para completar o time, Adam Levine: vocalista, showman e o principal compositor da banda, tudo gira em torno dele!

Porém, entretanto, contudo, o que sinto hoje nos dois últimos trabalhos da banda, principalmente no último, é que deixaram de gerar e passaram a seguir. Eu não consigo captar a identidade da banda em seus novos sons. Deixou de ser tendência para seguir a tendência, com tantas linhas digitais, eletrônicas e hip-hop misturados aos seus sons, fica difícil ouvir a virtuosidade dos músicos, parece que você está ouvindo um som de DJ, uma música remixada, um feat com alguém, não que seja ruim, pelo contrário, são músicas excelentes e estão estouradas no mundo todo.

Entendo a evolução de uma banda, muitas se perderam no caminho por ousar de menos e outras por ousar de mais. Ainda não sei se dosaram no limite entre sair do comodismo ou perder a essência. Fato, não estamos falando mais de uma banda de pop/rock mas sim de puro pop. No Brasil, por exemplo, não temos uma banda representante legítima do Pop, pelo menos essa bandeira eles podem carregar.

O que eu queria mesmo é ouvir uns riffs novos de guitarras, algum acorde de teclado que me faça lembrar This Love, um hit que seja possível ouvir o desenvolvimento da banda como sempre fizeram com maestria. Poder ir a um show e ouvir os caras emendarem 11 músicas direto como no Rock in Rio de 2011, por pura habilidade musical.

Evoluir não significa melhorar, e sim se adaptar, foi a escolha da banda, se adaptaram, e não vejo que tenham uma grande influência na geração atual, apenas mais uma banda que a geração atual consome.


As músicas citadas no post e todas as outras já comentadas aqui na coluna estão disponíveis na nossa 
playlist no Spotify, confira lá!

Filipe Nascimento

Uma mente moderna, porém mal acabada. Paulista, urbano, viajante, sempre embalado por uma trilha sonora que transita entre o rock e o hip hop, entre as referências e as novidades.

|@Filipedonasc

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