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Cinético | Sex Design - The History


And you aí, pensava que eu ia escrever esse texto em inglês, né? Que nada! Os amigos gringos da Revista K7 podem usar o Google Translate, se precisarem. Hoje, resolvi tirar esse texto da gaveta e vou fazer um breve resumão sobre a história do sexo, dos objeto e do mobiliário relacionados ao tema. Aviso prévio pra quem sente seu pudor atentado pelo sexo, sexo, sexo, sexo (se criou desconforto, já pode sair :v), ou que acredita estar além de necessidades tão primitivas: Respeitamos seu estilo de vida e você tem a liberdade de pular para outros artigos, mas também respeite e "não destransante os transantes", conforme o ditado!

Antes de mais nada, é bastante compreensível que ainda se encontre pessoas com tanta dificuldade em lidar com e apreciar algo que é absolutamente natural e que possa nos proporcionar experiências singulares. Não se corrige séculos de confusão e repressão do próprio corpo em poucas décadas de liberdade sexual - que podem muito bem estar em ameaça, de novo e novamente. Não 'apenas' pela influência judaico-cristã sobre as nossas vidas, nossas decisões e também sobre a nossa intimidade, mas igualmente contagiante à nossa educação sexual são as tendências de se vangloriar de uma vida de abstinência e frigidez, como uma salvação do que podem acarretar os excessos - vitorianos e os pós. O que faz ainda ruborizarmos (e até irritar alguns.) numa conversa mais acalorada sobre sexo; pornografia; comédia pornográfica; brinquedinhos; etc; etc...

Os brinquedinhos, mobiliário e parafernálias, que tornam a experiência mais criativa, sempre estiveram presentes. Não são nada moderninhos e a gente vai te mostrar que não!


Na Grécia e em Roma, segundo relatos histórico e em comédias de baixo calão, as mulheres que não tinham os seus maridos em casa para satisfazê-las nos períodos de guerra, e que também eram privadas de desfrutarem das grandes festas dionisíacas, usavam de artifícios para seu consolo provisório como as bainhas de couro de pequenas adagas. Tudo para não manchar a imagem que se esperava das mulheres casadas e adultas de certa estirpe.

Artefatos da Dinastia Han, 200 a.c..
  Os postiços, ou os popularmente conhecidos como consolos são adornos e utilitários encontrados na Europa, Ásia, América... Enfim, por toda parte. Por vezes objetos ornamentais e religiosos, para atrair sorte e fertilidade. Por vezes objetos de alívio para quem, de alguma forma era privada de uma vida sexualmente saudável. Muitos desses eram encontrados em antigos conventos, por exemplo. Além dos feitos de cerâmica, algumas senhoras respeitáveis da sociedade encomendavam postiços de couro, que entravam discretamente em suas casas.

Mobiliário para o Rei Eduardo VII.

Num período não tão obstante de um dos mais divertidos e descompensados da história - para a aristocracia, claro - o rei britânico Eduardo VII chamou atenção para sua vida privada, quando aos 23 anos encomendou a famosa poltrona demonstrada acima. Criada para facilitar posições e também para satisfazer duas pessoas ao mesmo tempo, como podem nos exemplificar a Barbie e o Ken na maquete que desconheço a autoria.

Gravuras da obra "120 Dias de Sodoma", do controverso Sade.
Sim, o escritor Marquês de Sade não pode nos ser uma boa referência humana, dada a sua particularidade de se satisfazer com jogos, muitas vezes, sem consentimento. No entanto, estamos nos restringindo aos arquivos históricos acerca das parafernálias sexuais criadas ao longo de nossa história (apesar de que..). E, as obras de Sade são prato cheio pra quem quer conhecer algo muito além de "50 Tons de Cinza", um best seller muito fofinho e absurdamente vanilla sobre sado-masoquismo.
Hoje, talvez não nas lojas de artigos sexuais existam instrumentos de tortura. Mas ainda encontramos cadeiras suspensas, cadeiras-prisões e, certamente mobiliários que lembram bastante os do rei britânico lá de cima - só que com um design menos óbvio e que se confunde, por vezes, com obras de arte. Legal, né? ( ͡° ͜ʖ ͡°)



1º vibrador elétrico, do séc. XVII.

A gente já falou por alto de como a era vitoriana criou uma enorme barreira entre as pessoas e seus corpos, sua própria sexualidade. O que se estendeu aos consultórios médicos que pouco ou nada conheciam do corpo feminino, o que nem examinavam de fato. A insatisfação feminina com a sua vida conjugal, assim como com sua condição de segunda classe não só levou as mulheres aos conventos e sanatórios, mas também a tratamentos bem estranhos para o que denominavam de histeria. Quando, na verdade, se tratava unicamente de privação dos próprios desejos. O tratamento consistia em muita felação e, posteriormente, o uso de vibradores elétricos.
Só no final do século XVII, com a difusão da borracha, o vibrador passou a ser produzido para uso de todos. E, por aí, não parou mais a infinidade de brinquedinhos criados para todos os gostos e fantasias.


Criadas igualmente para todos os gostos e fantasias são as suítes de motéis pelo mundo. A ambientação como estimulante pra você embarcar em atmosferas de um "Taj Mahal" exótico à um sinistro calabouço, que pode nem ser tão sinistro.
Então, sei que esse artigo bem que poderia ser intitulado de "Por que Reprimimos o Desejo Feminino por Tanto Tempo?", mas é isso. Faz parte dos resultados da pesquisa.


Isabelli Rodrigues

Designer, atua nas áreas de design emocional, processos de criação e de construção, antes mesmo de sua formação.Tem dificuldade em dividir as coisas por áreas.

|@isabelli.tcumg

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