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A realidade das prostitutas de um dos maiores bordéis de Bangladesh

Demolido em 2014, mas reerguido logo em seguida, o Kandapara, em Tangail, Bangladesh, é o mais antigo bordel da região, com mais de 200 anos. Lá moram e trabalham mais de 700 profissionais do sexo, a maioria com seus vários filhos, em situações degradantes.

A maioria das mulheres não tiveram muitas escolhas, já que foram traficadas ou nasceram ali, e acabaram tendo que se prostituir para sobreviver. Cercadas por um muro de mais de 2 metros de altura, as mulheres atendem policiais, pescadores, fazendeiros, políticos e grupos de adolescentes.


Com várias meninas menores de idade, tendo de 12 a 14 anos, o Kandapara possui suas próprias regras e hierarquias, na maioria das vezes completamente diferentes da sociedade, e isso é um dos pontos mais preocupantes.

Elas não têm direitos e nem liberdade, pertencem a uma senhora, a quem precisam pagar dívidas e prestar contas de tudo que fazem. O dinheiro que recebem dos programas fica para o bordel, e elas só podem sair de lá quando pagarem tudo que devem. Poucas conseguem, mas as que se libertam enfrentam um mundo sombrio lá fora, uma sociedade que as recrimina e não as acolhe.

Pensando em mostrar ao mundo o que se passa dentro daquele espaço aterrorizante, a premiada fotojornalista alemã Sandra Hoyn criou o ensaio "The Longings of the Others" (A angústia dos outros), uma intensa e emocionante jornada pela vida dessas mulheres.

Confira!

Gêmeos com cinco dias de vida ainda não têm nome. Eles são filhos de Jhinik, 20 anos

Camisinhas encontradas ao redor do bordel.

Mim, 19 anos.

Grávida de dois meses de um cliente, Dipa, 26 anos.

Rupa, 16 anos, dança para um cliente enquanto ele a filma.

Papia, 18 anos. Seus pais morreram quando ela era pequena, então se casou muito jovem. Foi presa e diz que a prisão foi o melhor lugar que ela já esteve, pois ninguém a batia. Na prisão, ela conheceu uma mulher que a levou mais tarde ao bordel.

Papia e dois clientes.

Mulheres brigando no Kandapara.

Kajol com seu bebê Mehedi, de 6 meses, e um cliente. Ela acha que tem 17 anos, mas não sabe sua idade exata. Duas semanas após o nascimento de seu filho, ela foi forçada a fazer sexo novamente. Por causa do bebê, ela não consegue tantos programas.

Kajol e um cliente.

Bethe, 8 anos, brinca com Yusuf, o cliente regular (namorado) de Bonna. Ela nasceu no bordel e por enquanto vai para a escola, mas sua mãe quer que ela comece a trabalhar como prostituta quando tiver 14 anos.

Priya, 19 anos.

Asma, 14 anos. Ela já nasceu no Kandapara

Asma parou de frequentar a escola por que os estudantes faziam bullyng por sua mãe trabalhar como prostituta.

Sumaiya, 17, com seu namorado e cliente regular Titu, 23 anos, no bordel de Kandapara. Ele é de Dhaka e a visita todos os meses, por uma semana.

Pakhi, 15 anos, com um cliente em seu quarto. Ele chegou em um grupo de cinco homens e todos queriam fazer sexo com ela em sequencia.

Meghla, 23 anos, com um cliente no bordel. Ela começou a trabalhar para uma fábrica de roupas quando tinha 12 anos. Lá, conheceu um homem que lhe prometeu emprego que a pagasse melhor. Ele a vendeu para um bordel.

Prostitutas esperando clientes.

Pakhi, 15 anos, e Mim, 19 anos, são prostitutas no bordel Kandapara.



Via

Álisson Boeira

Fundador da Revistak7. Gaúcho, que vive no Mundo da Lua, e que não gosta de churrasco e nem chimarrão.

|@alissonfboeira

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